Outras notas musicais

A bossa, a musa, o luxo e o amor

02/01/2012
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Afastada temporariamente dos palcos e estúdios de gravação, Nara Leão recebeu, em 1974, a visita do compositor, arranjador e produtor Roberto Menescal, que queria convencê-la a fazer um novo disco.

Faz muito tempo que não converso com os compositores em busca de músicas novas – disse ela.

Mas, pelo menos, você tem vontade de cantar alguma coisa? – perguntou Menescal.

Ultimamente, Roberto, eu só canto para os meus filhos.

E o que você canta para eles?

Aquelas músicas que eu cantava quando a gente nem pensava em bossa nova.

(Diálogo transcrito por Sérgio Cabral, em Nara Leão, Uma Biografia. Lumiar Editora, 2001)

 

Luxo no samba

Além de trabalhar como ator, o compositor Zé Kéti colocou também um samba imortal – A voz do morro (“Eu sou o samba/A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor? Quero mostrar ao mundo que tenho valor? Eu sou o rei do terreiro...”) – na trilha sonora do filme Rio 40 graus (19XX), do diretor iniciante Nelson Pereira dos Santos. Pela primeira vez um samba de morro teve uma orquestração com violinos, criada pelo talento do maestro Lírio Panicalli.

 

Perólas finas da MPB

Amaram o amor urgente
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade

(Chico Buarque)

 

Amor que mata

Conhecido com intérprete romântico, para quem o amor falava mais alto, o cantor Lindomar Castilho (sucesso retumbante na década de 1960), quando gravou canções como Ébrio de amor e Vou rifar meu coração, matou a tiros, em 30 de março de 1981, em São Paulo, sua ex-mulher, Eliane de Grammont. Lindomar foi condenado pelo Tribunal do Juri a 12 anos e dois meses de prisão. Já cumpriu sua pena.

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